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NYT: Prioridades velhas para um mundo novo

10/22/2009

A integração das redações chegou no NYT em 2005, com um memorando do big boss Bill Keller para a redações dizendo que a equipe do papel estaria à frente do processo, mesmo sem ter nunca publicado uma única página web na vida. Aos poucos, a equipe do .com foi migrando para a velha redação,  que ainda era ali perto da Times Square porque o NYT.nainternet funcionava em outro endereço a algumas quadras de distância da tradicional redação do impresso. Foi montada uma Continuous News Desk, os editores do online passaram a participar das reuniões de pauta e fechamento da edição. Com o fim da obra bilionária do prédio novo no ano passado, todo mundo dividindo o mesmo refeitório e elevador, parecia que tudo ficaria mais simples e fácil. 

Mas ao ler o discurso de Keller na quinta-feira passada num encontro com a redação on-line do NYT a impressão que tenho é que o tempo passou e pouco aconteceu nesses últimos três anos.

Keller destacou sete questões que segundo ele estão mobilizando a empresa neste momento:

  1. O futuro do Times Topics e outras seções de conteúdo vivo
  2. A discussão de conteúdo pago ou não, integração com conteúdo externo e redes sociais
  3. Integração das operações impressa e digital em especial nos principais departamentos
  4. Aumentar a colaboração entre as equipes de TI e redação
  5. Pensar “web first”
  6. Uma forte estratégia para conteúdo móvel
  7. Redesenhar o Times para criar uma “turbina de engajamento” e participação dos leitores

Ok, juntar duas culturas TÃO distintas é um desafio gigantesco.

Em especial, quando a decisão passa pela entrega do comando a um  grupo que não conhece quase nada do mundo novo. E nesse caso é sabido que será preciso dar passos para trás, ainda que seja um moon walk, mas será impossível não perder nada.

Fazer jornalismo on-line é muito mais do que escrever uma boa matéria ou saber priorizar uma edição. É preciso entender o leitor, seu uso da tecnologia, seu comportamento na web e redes sociais. É preciso pensar em TI e usabilidade. É preciso pensar na experiencia de consumo da informação como um processo que começa na pauta e que não termina porque o leitor vai interagir com aquele assunto e gerar novas pautas.

E olhando essa lista de prioridades a pergunta que fica é:  o que eles estavam priorizando, escolhendo, fazendo nesses últimos três anos?

Web first?  Celular? Redes sociais? Conteúdo vivo? Engajamento? Multimídia? Conteúdo pago? Já não é assim? Não foi para isso que as redações foram integradas?

O que mais surpreende é que o NYT não ficou parado nesse tempo todo. Criou o Times People, vários widgets para distribuição de conteúdo, investiu fortemente na produção de vídeo, integrou o Blogrunner ao seu site, está no iPhone com vários aplicativos,  está estudando a convergencia de conteúdo para vários devices no projeto Custom Times. Sua audiência cresceu vertiginosamente e é o principal site de jornal dos EUA, o quinto no ranking de notícias. A roda não parou de girar por lá, ainda que a integração tenha chegado e mais gente tenha sido embarcada nesta viagem. 

Na minha modesta e distante opinião, suas prioridades hoje poderiam e deveriam ser outras e mais ousadas.

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Formato inovador de anúncio da Canon

09/25/2009

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Sidewiki e o controle da informação

09/25/2009

A perda de controle da informação pelos meios de comunicação e empresas de mídia é tema recorrente de discussões no meu dia-a-dia. O lançamento do Sidewiki pelo Google promete esquentar ainda mais o debate.

Aqui, boas considerações a respeito por Jeff Jarvis em seu blog.

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Mundo digital e convergência 4.0

09/24/2009

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Online News Association: a nata reunida em SF

09/24/2009

Acontece na próxima semana de 1º a 3 de outubro, em São Francisco, Estados Unidos, a 10ª conferência anual da ONA. Infelizmente, não poderei estar lá este ano, mas ficarei de longe, acompanhando os movimentos dos grandes colegas que estarão por lá.

Aqui o link para quem quiser seguir as discussões por lá.

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Twitter e regras de comportamento

09/24/2009

O Twitter, quem diria, me tirou daqui nos últimos meses. Diante da rotina pesada que já tenho e com tantas opções de atualizações móveis ao alcance da mão, o blog ficou abandonado.

Vou tentar retomar minhas pensatas por aqui, nem que apareçam semanalmente e reunindo a produção de tweets e retweets da semana.

E falando em Twitter a onda agora é tenta organizar entre os jornalistas o uso da ferramenta para preservar o conteúdo-capital intelectual das empresas de comunicação. Subjetivo e difícil demais, porque ainda que um editor, colunista ou repórter não seja explícito, qualquer comentário emitido por ele sempre será lido pelo viés da corporação onde ele trabalha.

Mesmo que ele não queira.

E, ainda assim, como evitar que estes profissionais tenham suas próprias reflexões pessoais sobre a vida, o mundo corporativo, a empresa onde trabalham e as exponham numa rede social?

Não seria isso censura? Onde mora esse limite, que fica além do bom-senso, claro?

Missão difícil e que exige muita reflexão, como tudo em tempos digitais.

Aliás, aí vai:  twitter/raqalmeida

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Contar bem boas histórias

03/21/2009

Um novo jeito de pensar notíciaA imagem é do blog Buzzmachine, de Jeff Jarvis, e dispensa explicações

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Redações on e off-line…

03/21/2009

Recebi a imagem de um colega de trabalho. Sem comentários. ugauga1

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Queime o barco que te trouxe até aqui

03/12/2009

Nas últimas semanas voltaram à tona nas tradicionais redações as velhas discussões sobre a viabilidade de conteúdo pago na internet, direitos sobre o conteúdo produzido pelos jornais e o eterno drama de consciência a respeito do Google: ajuda ou é concorrente roubando o conteúdo alheio??

Pensei em escrever a respeito de todos os temas, mas confesso que tive uma preguiiiiiça. Porque trabalho com internet há quase oito anos e me incomoda tanto essa volta no tempo…  É muita falta de assunto e perda de tempo. E acredito, diante dessa minha reles experiência, que esse novo retorno que assistimos se deva ao fato de algumas lideranças em algumas empresas de mídia estarem se dando conta enfim, que o caminho é sem volta, que o barco que os trouxe até aqui não está mais lá, não fará mais esse percurso…

O problema é que eles mesmos não queimaram o barco. Não acreditaram nessa possibilidade e olha o que aconteceu…

Que tal mudar o disco e de fato repensar o modelo de produção, a margem de lucro, a estratégia comercial?

Bom, alguns links para o caso de os poucos leitores desse blog decidirem entrar nesse tema:

Battle plans for newspapers

The end of paper?

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Até tu no Twitter, Brutus??

03/02/2009

O ex-Blog do Cesar Maia anunciou hoje em sua nwlt diária que tb está no Twitter.  Abaixo parte do texto reproduzido.

Este recurso cresce entre os políticos nos EUA (50, incluindo Obama e Hillary) e agora no Reino Unido. Os dois parlamentos lançaram uma plataforma que ancora os twitters dos deputados e senadores que já aderiram. No Brasil, os políticos ainda desconhecem o Twitter.

Além dele, tb está lá o americano que briga na Justiça para conseguir a guarda do filho que teve com uma estilista brasileira morta há alguns anos.

Será que já é hora de sair do Twitter? Meu pai…